O Natal e Sua Origem.
O Natal e Sua Origem.
por: Thiago Chessed
O Natal, celebrado em 25 de dezembro, é uma festividade cristã que comemora o nascimento de Jesus Cristo. Para os cristãos, essa data é de grande importância espiritual e simbólica, representando a encarnação de Deus como ser humano. No entanto, para os judeus, essa celebração não tem relevância religiosa, e há várias razões para isso.
Razões Pelas Quais os Judeus Não Comemoram o Natal
1. Natureza Cristã da Festa: O Natal é essencialmente uma festa cristã. Os judeus não reconhecem Jesus como o Messias ou como uma figura divina. Para eles, a expectativa messiânica é diferente e está ligada a um futuro redentor que ainda não se concretizou. Portanto, celebrar o Natal seria reconhecer algo que não faz parte de suas crenças religiosas.
2. Relação com o Paganismo: A data de 25 de dezembro foi escolhida em parte por sua ligação com festivais pagãos que celebravam o solstício de inverno. Muitas culturas antigas, incluindo romanos e persas, celebravam festivais nesta época do ano para marcar o retorno da luz após os dias mais curtos do inverno. O festival romano chamado "Saturnália" era uma época de festas e troca de presentes. Essa conexão com práticas pagãs faz com que muitos judeus vejam o Natal como uma celebração que se desvia das tradições monoteístas.
3. Mitraísmo: Uma figura importante associada ao dia 25 de dezembro é Mitra, um deus do sol no mitraísmo, uma religião misteriosa que surgiu no Império Romano. Mitra era considerado um salvador e seu nascimento era celebrado em 25 de dezembro, coincidindo com o solstício de inverno. Essa data já era significativa para várias tradições pagãs antes da adoção do Natal pelos cristãos. Assim, muitos judeus veem o Natal não apenas como uma festa cristã, mas como uma continuação de práticas pagãs que não têm lugar em sua própria fé.
A Identidade Judaica
Além das questões teológicas e históricas, a identidade judaica é profundamente ligada à preservação das tradições e costumes próprios. Em um mundo onde muitas vezes as identidades religiosas são misturadas ou diluídas, os judeus tendem a reforçar suas práticas culturais e religiosas distintas.
A celebração do Hanukkah, por exemplo, ocorre em dezembro e serve como um momento significativo para os judeus refletirem sobre temas como resistência à opressão e a luta pela liberdade religiosa. Ao invés de celebrar o Natal, os judeus se concentram em suas próprias festividades que têm uma rica história e significado espiritual.
Conclusão
Portanto, a recusa dos judeus em comemorar o Natal pode ser entendida através da lente da teologia judaica, da história das tradições pagãs associadas à data e da importância da identidade cultural judaica. Celebrar ou reconhecer o Natal poderia significar um afastamento das crenças fundamentais do judaísmo e das tradições que sustentam a comunidade judaica ao longo dos séculos.
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